Aviva ChurchPOST TENEBRAS LUX

Teologia Reformada e Carismática

É possível ser reformado e carismático?

Entenda por que é possível unir teologia reformada e continuísmo sem abandonar a autoridade e a suficiência das Escrituras.

Textos principais:

  • Joel 2:28–32
  • Atos 2
  • Romanos 12
  • 1 Coríntios 12
  • 1 Coríntios 13
  • 1 Coríntios 14
  • Efésios 2:20
  • Efésios 4:11–13
  • 1 Tessalonicenses 5:19–22

Sim. É possível ser reformado e carismático, desde que expliquemos com clareza o que queremos dizer com essas duas palavras.

As Doutrinas da Graça não exigem, por si mesmas, uma posição cessacionista. Ao mesmo tempo, reconhecer isso não significa afirmar que toda tradição reformada histórica tenha sido continuísta, nem que toda prática encontrada no movimento carismático seja biblicamente aceitável.

Na Aviva Church, resumimos nossa identidade com uma frase:

Reformada na doutrina e Carismática no Espírito.

Mas essa frase precisa ser entendida corretamente.

Não queremos dizer que os reformados ficaram com a doutrina enquanto os carismáticos ficaram com o Espírito Santo.

O Espírito Santo é quem inspirou as Escrituras. É Ele quem ilumina a mente da igreja para compreendê-las, aplica a obra de Cristo, santifica o crente, distribui dons e edifica o corpo.

Portanto, para nós, Palavra e Espírito nunca foram adversários.

Queremos luz na mente e fogo no coração.

Palavra e Espírito.

Primeiro: o que significa ser reformado?

Existe hoje certa confusão em torno da palavra “reformado”.

Às vezes ela é utilizada simplesmente como sinônimo de alguém que acredita nas chamadas Doutrinas da Graça, tradicionalmente resumidas nos cinco pontos do calvinismo.

Historicamente, porém, a tradição reformada é mais ampla.

Ela envolve convicções sobre:

  • a autoridade e suficiência das Escrituras;
  • a soberania de Deus;
  • a salvação pela graça;
  • a igreja;
  • a pregação;
  • os sacramentos ou ordenanças;
  • a aliança;
  • a vida cristã;
  • a disciplina eclesiástica;
  • e uma fé publicamente confessada.

Portanto, dizer que alguém é reformado significa mais do que simplesmente dizer que acredita na predestinação.

Na Aviva, quando nos identificamos como reformados, queremos afirmar especialmente nossa submissão às Escrituras, as Doutrinas da Graça, a centralidade de Cristo, a soberania de Deus e uma visão profundamente bíblica da igreja.

E qual é nossa relação com confissões e catecismos?

Temos profundo respeito pelas grandes confissões da tradição cristã e reformada.

A Confissão de Westminster, a Confissão Belga, os Cânones de Dort, o Catecismo de Heidelberg e tantos outros documentos são testemunhos importantíssimos da história da igreja.

Mas nenhum deles é a Bíblia.

Esse ponto precisa permanecer absolutamente claro.

Nossa consciência não está cativa a um sínodo do século XVII, a um catecismo ou a qualquer teólogo, por mais importante que tenha sido.

Recebemos esses documentos enquanto eles expressam fielmente o ensino das Escrituras.

Se em algum ponto entendermos que uma confissão se afasta daquilo que vemos no texto bíblico, nossa obrigação não é abandonar a Bíblia para preservar a confissão.

É exatamente o contrário.

Honramos a tradição, mas permanecemos submetidos à Palavra.

Por isso, reconhecemos honestamente que Westminster 1.1 apresenta uma posição histórica importante ao afirmar a cessação dos antigos modos de revelação da vontade de Deus.

Ao mesmo tempo, outras importantes confissões reformadas não possuem uma formulação equivalente. A Confissão Belga, Heidelberg e Dort tratam amplamente da Escritura e da obra do Espírito sem apresentar exatamente a mesma cláusula de Westminster.

Isso não faz desses documentos continuístas modernos, mas mostra que a história precisa ser tratada com mais cuidado do que slogans permitem.

Nossa posição é simples:

a Escritura julga a confissão; a confissão não julga a Escritura.

O que significa ser carismático?

Aqui surge outra confusão.

“Carismático” não significa automaticamente “pentecostal”.

E “continuísta” não é exatamente a mesma coisa que “carismático”.

Um continuísta é alguém que entende que determinados dons descritos no Novo Testamento não receberam uma data bíblica de encerramento antes da volta de Cristo.

Um carismático normalmente vai além da simples afirmação teórica e espera que dons como profecia, línguas, curas e outras manifestações do Espírito possam fazer parte da vida da igreja.

Pentecostalismo, por sua vez, é uma tradição histórica própria, com várias denominações, doutrinas e práticas particulares.

Portanto, alguém pode ser continuísta sem pertencer a uma denominação pentecostal.

E pode ser calvinista sem ser cessacionista.

Essas distinções são fundamentais para que o debate não comece com definições erradas.

O cessacionismo é obrigatório para quem é reformado?

Não.

Pelo menos não como consequência necessária das Doutrinas da Graça.

Não existe contradição lógica entre afirmar que Deus salva soberanamente e afirmar que Deus distribui soberanamente dons à sua igreja.

Isso não significa que todo reformado histórico concordaria conosco.

Não concordaria.

Existem tradições reformadas fortemente cessacionistas e argumentos sérios que precisam ser ouvidos.

Mas também existem homens como John Piper, Sam Storms, Wayne Grudem e outros que associam de diferentes maneiras uma soteriologia calvinista à crença na continuidade dos dons.

O caso de Sam Storms é particularmente claro, pois ele próprio se identifica como calvinista e carismático.

Portanto, a existência de reformados continuístas não é uma invenção recente da Aviva.

A pergunta correta não é simplesmente:

“Existe alguém reformado que acredita nos dons?”

Existe.

A pergunta mais importante é:

A Bíblia nos dá razões suficientes para esperar a continuidade desses dons?

É para ela que precisamos olhar.

O derramamento do Espírito e os últimos dias

Quando Pedro se levanta em Atos 2 para explicar o Pentecostes, ele cita a promessa de Joel.

Filhos e filhas profetizariam, jovens teriam visões, idosos sonhos e o Espírito seria derramado sobre servos e servas.

Pedro identifica aquele acontecimento como pertencente aos últimos dias.

Isso é importante.

O derramamento do Espírito não aparece simplesmente como privilégio dos Doze, mas como característica da era inaugurada pela exaltação de Cristo.

Ao mesmo tempo, devemos evitar exagerar o argumento.

Atos 2 mostra que entramos na era do Espírito, mas não responde sozinho com que frequência cada dom ocorreria durante todos os séculos da história da igreja.

O texto fornece uma expectativa.

Não um calendário.

1 Coríntios 12: dons para o corpo, não troféus espirituais

Em 1 Coríntios 12, Paulo apresenta uma igreja cheia de manifestações espirituais.

Mas a ênfase não está em transformar dons em símbolos de superioridade.

O Espírito distribui soberanamente.

Há diversidade.

Há unidade.

E tudo é dado para o bem comum.

Isso também corrige um erro frequente em certos ambientes carismáticos.

Nem todos possuem o mesmo dom.

Paulo pergunta:

Todos são apóstolos? Todos profetas? Todos falam em línguas?

A resposta esperada é não.

Portanto, não entendemos línguas como prova universal de salvação nem como medalha de espiritualidade superior.

Os dons não fazem uma pessoa mais importante do que outra.

Eles fazem uma pessoa mais responsável pelo serviço que recebeu.

1 Coríntios 13 e “o que é perfeito”

Um dos textos mais utilizados nesse debate está em 1 Coríntios 13:

profecias desaparecerão, línguas cessarão e conhecimento parcial passará quando vier “o que é perfeito”.

Alguns identificaram historicamente “o perfeito” com a conclusão do cânon bíblico.

Nós não consideramos essa interpretação a mais natural no contexto.

Paulo continua dizendo:

“agora vemos como por espelho, obscuramente; então veremos face a face.”

E:

“agora conheço em parte; então conhecerei como também sou conhecido.”

A conclusão do cânon bíblico não nos colocou diante de Cristo face a face.

Ainda esperamos essa realidade.

Por isso, a leitura escatológica, relacionando “o perfeito” à consumação, parece explicar melhor o conjunto das imagens utilizadas por Paulo.

Isso não prova automaticamente que cada dom tenha permanecido em todas as épocas com a mesma intensidade.

Mas cria uma dificuldade importante para a afirmação:

“1 Coríntios 13 ensina claramente que os dons cessariam quando a Bíblia estivesse completa.”

O texto simplesmente não diz isso.

1 Coríntios 14: dons, mas com ordem

Talvez nenhum capítulo seja mais importante para nossa compreensão prática do continuísmo do que 1 Coríntios 14.

Paulo não corrige os abusos de Corinto mandando a igreja abandonar os dons.

Ele corrige o uso dos dons.

O amor governa.

A edificação governa.

A inteligibilidade governa.

A ordem governa.

A Escritura apostólica governa.

Línguas públicas exigem interpretação.

Os profetas não devem monopolizar a reunião.

Os outros devem julgar.

E tudo deve acontecer com decência e ordem.

É precisamente nesse ponto que nossa posição se diferencia de um carismatismo sem freios.

Nós não acreditamos que a frase:

“Deus me disse”

encerra uma conversa.

Na igreja do Novo Testamento, alegações espirituais são examinadas.

Mas se a profecia vem de Deus, como ela pode ser julgada?

Essa é uma das objeções cessacionistas mais fortes.

E nós não devemos fugir dela.

Se Deus fala, Deus não erra.

A dificuldade está em distinguir entre:

  • aquilo que Deus faz;
  • aquilo que uma pessoa percebe;
  • a interpretação que dá à percepção;
  • e a maneira como finalmente comunica aquilo.

Por isso não tratamos uma alegação profética contemporânea como Escritura.

Também não afirmamos que qualquer pensamento que surgiu na cabeça de alguém seja automaticamente uma revelação divina.

Uma impressão pode ser impressão.

Uma lembrança pode ser lembrança.

Uma providência pode ser providência.

E uma alegação de profecia precisa ser julgada.

Paulo ordena:

“falem dois ou três profetas, e os outros julguem.”

O fato de a igreja receber a responsabilidade de discernir impede uma espiritualidade na qual o mensageiro se torna incontestável.

Entretanto, devemos reconhecer honestamente que 1 Coríntios 14:29, sozinho, não prova que uma profecia genuína de Deus possua erro.

Um cessacionista pode responder que Paulo está mandando julgar se aquela manifestação é verdadeira ou falsa.

Essa objeção é legítima.

Por isso nossa posição precisa ser humilde.

Não queremos produzir uma nova Escritura.

Não queremos adicionar doutrina ao evangelho.

Não queremos escravizar a consciência das pessoas com:

“Deus mandou você casar.”

“Deus mandou você me dar dinheiro.”

“Deus revelou em quem você deve votar.”

“Se você não obedecer ao que eu disse, está desobedecendo a Deus.”

Isso não é a liberdade do Espírito.

Isso é terreno fértil para abuso espiritual.

E Efésios 2:20? Apóstolos e profetas são o fundamento

Aqui encontramos talvez a melhor objeção cessacionista.

Paulo diz que a igreja foi edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Cristo Jesus a pedra angular.

Concordamos que o fundamento é irrepetível.

Não existem hoje novos autores da Escritura.

Não estamos recolocando o fundamento da igreja.

Não existem hoje apóstolos com autoridade equivalente à de Paulo ou dos Doze para estabelecer nova doutrina normativa para a igreja universal.

Nesse sentido, algo realmente cessou.

O fundamento já foi lançado.

Mas a questão é se Efésios 2:20 exige concluir que toda manifestação profética descrita no restante do Novo Testamento também terminou quando aquele fundamento foi estabelecido.

O texto não afirma isso explicitamente.

A questão decisiva é:

os profetas fundacionais de Efésios 2:20 esgotam absolutamente toda categoria profética do Novo Testamento?

É aqui que colocamos Efésios 4 ao lado de Efésios 2.

Paulo afirma que Cristo concedeu:

apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres,

com uma finalidade:

o aperfeiçoamento dos santos, o desempenho do ministério e a edificação do corpo de Cristo.

E o horizonte é:

até que todos cheguemos à unidade da fé e ao pleno conhecimento do Filho de Deus.

Entendemos que Efésios 4 apresenta dons ministeriais dados por Cristo para edificação do corpo.

Não afirmamos que todo “apóstolo” contemporâneo seja equivalente a Paulo.

Nem entendemos necessariamente esses termos como cinco cargos eclesiásticos permanentes.

Podem ser compreendidos como formas de capacitação ministerial concedidas por Cristo à sua igreja.

O fundamento apostólico não está sendo novamente lançado.

A igreja está sendo edificada sobre o fundamento que já foi colocado.

São coisas diferentes.

Reformado não significa frio

Existe ainda um problema cultural nesse debate.

Em alguns contextos, ser reformado passou a ser quase sinônimo de uma espiritualidade emocionalmente distante.

Isso não faz justiça à própria história reformada.

Jonathan Edwards é um dos exemplos mais importantes.

Ele viveu em contexto de avivamento, testemunhou manifestações emocionais intensas e não respondeu simplesmente:

“emoção é ruim.”

Ele tentou discernir quais afeições eram frutos reais da graça e quais poderiam ser apenas manifestações humanas.

Whitefield pregou com extraordinário fervor.

Spurgeon ficou conhecido por uma pregação que alcançava mente e coração.

Lloyd-Jones teve profunda preocupação com avivamento e com a atuação poderosa de Deus, embora sua classificação exata no debate contemporâneo sobre dons exija mais cuidado do que às vezes se admite.

Na contemporaneidade, homens como Piper e Storms mostram claramente que uma visão elevada da soberania divina não obriga alguém a abandonar a expectativa da atuação extraordinária do Espírito.

Portanto, rejeitamos a escolha artificial:

ou pensamos profundamente ou sentimos profundamente.

Queremos as duas coisas.

Luz na mente e fogo no coração.

Ser carismático não significa aceitar todo carismatismo

Da mesma maneira que não aceitamos tudo que recebe o rótulo “reformado”, também não aceitamos tudo que recebe o rótulo “carismático”.

Há abusos reais.

E fingir que eles não existem seria irresponsável.

Rejeitamos:

  • profecias tratadas como uma segunda Bíblia;
  • líderes que usam “Deus me disse” para controlar pessoas;
  • revelações utilizadas para impor casamentos, ofertas ou decisões pessoais;
  • manipulação emocional;
  • evangelho da prosperidade;
  • falsos testemunhos de milagres;
  • falta de prestação de contas;
  • espiritualidade centrada no espetáculo;
  • utilização de dons para encobrir falta de caráter.

O continuísmo não elimina o discernimento.

Na verdade, se levamos 1 Coríntios 14 a sério, o continuísmo exige discernimento.

Uma igreja que permite qualquer coisa em nome do Espírito não está sendo mais bíblica.

Está ignorando as regras que o próprio Espírito inspirou Paulo a escrever.

A Palavra é a régua

Então, com base em quê julgamos?

Na Palavra de Deus.

Nenhuma experiência interpreta a Escritura acima da própria Escritura.

Nenhuma impressão produz uma nova doutrina.

Nenhuma profecia contemporânea possui autoridade canônica.

Nenhum líder fica acima do exame.

O Espírito Santo não contradiz o Espírito Santo.

Aquele que inspirou a Escritura não conduzirá a igreja contra aquilo que revelou na Escritura.

O que significa então “Reformada na doutrina e Carismática no Espírito”?

Significa que queremos levar a Bíblia suficientemente a sério para aceitar tudo aquilo que ela ensina.

Não queremos retirar os textos sobre soberania porque incomodam a cultura moderna.

Também não queremos retirar os textos sobre dons porque incomodam uma determinada tradição.

Cremos na soberania absoluta de Deus na salvação.

Cremos nas Doutrinas da Graça.

Cremos na autoridade e suficiência das Escrituras.

Cremos que o cânon está encerrado.

Cremos na centralidade da pregação.

Cremos na igreja local.

Cremos em discipulado, disciplina, oração e sacramentos ou ordenanças.

E cremos que o Espírito Santo continua presente e ativo em sua igreja.

Cremos que Deus cura.

Cremos que Deus pode conceder dons.

Cremos que devemos orar.

Cremos que devemos desejar os dons espirituais.

Cremos que toda manifestação deve ser examinada.

Cremos que experiência sem Escritura produz confusão.

E que conhecimento sem vida pode produzir apenas orgulho.

Por isso nossa frase não divide a igreja em duas metades.

Ela expressa uma única convicção:

a igreja precisa da Palavra que o Espírito inspirou e do Espírito que inspirou a Palavra.

Perguntas frequentes

É possível ser calvinista e pentecostal?

Sim, é possível combinar uma soteriologia calvinista com a crença na continuidade dos dons espirituais.

Entretanto, pentecostalismo envolve outras questões, como doutrina do batismo no Espírito, línguas, santificação e tradições denominacionais específicas. Portanto, cada caso precisa ser analisado com precisão.

Reformado pode falar em línguas?

Um reformado continuísta pode entender que o dom permanece disponível à igreja.

Um reformado cessacionista discordará.

A pergunta não pode ser respondida simplesmente definindo “reformado” como “cessacionista”.

Calvinistas acreditam nos dons espirituais?

Todos reconhecem dons espirituais em algum sentido.

O debate se concentra principalmente em dons considerados revelatórios ou extraordinários, como profecia, línguas e curas.

Continuísta é sinônimo de pentecostal?

Não.

Continuísmo responde à pergunta:

determinados dons continuam?

Pentecostalismo é uma tradição histórica e teológica mais ampla.

Cessacionismo é obrigatório no calvinismo?

Não decorre necessariamente das Doutrinas da Graça.

Entretanto, o cessacionismo possui presença significativa na história e em importantes confissões e tradições reformadas.

Crer em profecia hoje significa acrescentar à Bíblia?

Não necessariamente.

Continuístas responsáveis afirmam o encerramento do cânon e a autoridade exclusiva da Escritura.

Mas essa resposta precisa vir acompanhada de uma definição clara da natureza, autoridade e limites de qualquer alegação profética contemporânea.

Cessacionistas não acreditam mais em milagres?

Essa é uma caricatura.

Muitos cessacionistas creem que Deus continua curando, respondendo orações e agindo extraordinariamente.

O que negam é a continuidade de certos dons como ministérios ordinários da igreja.

Conclusão

Então, é possível ser reformado e carismático?

Sim.

Mas a resposta precisa ser mais profunda do que simplesmente colocar duas etiquetas na mesma igreja.

Ser reformado não pode significar apenas gostar de Calvino.

Ser carismático não pode significar aceitar qualquer experiência em nome do Espírito.

Queremos uma igreja cujo coração esteja em chamas sem que sua mente seja desligada.

Uma igreja profundamente bíblica sem se tornar espiritualmente estéril.

Uma igreja que não tenha medo de dizer:

“Não desprezem as profecias”,

mas que continue lendo a frase seguinte:

“Examinem todas as coisas.”

Uma igreja que deseja os dons, mas deseja ainda mais a fidelidade.

Que ora por cura sem fabricar milagres.

Que espera a atuação do Espírito sem transformar impressões humanas em uma nova Bíblia.

Que honra a história sem aprisionar a consciência à história.

Que ama a teologia sem transformar conhecimento em vaidade.

Na Aviva Church, é isso que queremos expressar quando dizemos:

Reformada na doutrina e Carismática no Espírito.

Luz na mente. Fogo no coração.

Palavra e Espírito.

Referências e leituras recomendadas

Fontes primárias e confessionais

Estudos e autores